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Quem inventou a Coxinha?

Antes de tudo é importante saber que a origem desse salgado não é tão brasileira assim. O professor do curso de Gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi, Paulo Veríssimo, revela que trata-se de uma receita adaptada da culinária francesa e que as referências ao salgado podem ser encontradas na obra de um famoso chef de cozinha francês, Antonin Carême (1784 – 1833), escrita no ano de 1843, em Paris. Você deve estar se perguntando: “Como assim francesa?” Pois é, o nosso quitute nasceu da deliciosa coxa-creme, que é francesa!

Segundo ele, ainda existem duas lendas que explicam como a coxinha pode ter sido preparada pela primeira vez no Brasil.

A primeira versão

Em meados da década de 20, em uma São Paulo que se desenvolvia industrialmente, regiões como a de Santo André abrigaram grandes fábricas e trabalhadores, que precisavam se alimentar gastando pouco. E era comum que eles matassem a fome nas barraquinhas dos vendedores ambulantes, que negociavam pedaços fritos de frango, como coxa, sobrecoxa e peito, nas portas das fábricas na hora do almoço.

“O tempo não preservou o nome da pessoa, mas alguém teve a inusitada ideia de desfiar a carne do frango, envolver numa massa de batata, modelar na forma de uma coxa, fritar em óleo quente e em seguida vender em frente às fábricas. Nem precisa comentar que foi um enorme sucesso. E assim foi até a década de 1950, tanto aqui em São Paulo, quanto no Paraná. Na década de 1970, em Belo Horizonte, foi incorporado ao salgadinho o recheio de requeijão cremoso, caindo também no gosto popular”, conta Veríssimo.

A outra

A cerca de 150 km da capital paulista, na cidade de Limeira, especificamente na Fazenda Morro Azul, no final do século XIX, teria vivido a família real brasileira durante certo período. Segundo a lenda, a princesa Isabel e seu marido, o Conde D’Eu, escondiam da Corte no Rio de Janeiro um filho que tinha deficiência mental.

A história conta que o prato preferido da criança era coxa de galinha e que certa vez a cozinheira da família não tinha quantidades suficientes para servir, “prevendo a gritaria do menino por falta do seu alimento predileto, resolveu transformar uma galinha ‘inteira’ em coxas”, explica Verissimo. O filho da princesa aprovou tanto o novo prato que as “coxinhas de galinha” teriam passado a fazer parte das refeições diárias da família.

Depois disso, teria sido um pulo para que os parentes que viessem visitar a família acabassem levando o quitute à corte carioca e aos salões de nobreza. No entanto, Veríssimo faz uma ressalva: “esta ‘história’, até que romântica, não passa de uma lenda urbana, pois é sabido que tanto a Princesa Isabel quanto seus filhos viveram no Rio de Janeiro até a queda da Monarquia em 1889 e, pelo que se sabe, nenhum deles tinha deficiência mental.

Conclusão
Na verdade, não importa como foi. Seja quem for, nós só temos a agradecer por essa criação divina!

Aqui no Café Donuts nós servimos deliciosas coxinhas quentinhas, crocantes e super-recheadas. Se bater aquela fominha, já sabe!